domingo, 17 de abril de 2016

A LEGITIMIDADE DA ABERTURA DE IMPEACHMENT

A LEGITIMIDADE DA REPRESENTATIVIDADE DO JULGAMENTO DE ABERTURA DO PROCESSO DE IMPEACHMENT DO BRASIL DA CAMARA DOS DEPUTADOS EM 17 de abril de 2016

O título é grande, tanto quanto a necessidade de discorrer sobre ele, que, não se via, apesar dos discursos de governistas e opositores até que o NY Times desenvolveu artigo entendo como ilegítimos os julgadores de hoje.
Tão triste quanto este fato foi a notícia de o EI quer atacar o Brasil, e o chama de País de Merda, que, apesar de gigantes, quando nos defrontamos que estes ultrajes a cidadania, é como nos sentimos, mas segue um aviso ao EI, somente nós brasileiros é que podemos nos intitular de País de Merda, e, quanto o fazemos, não é porque não o amamos, é porque estamos tão chateados como o desgoverno e ausência de luz para quem administra que o quadro por vezes ofusca a realidade maior de que somos o povo do qual vocês do EI só podem ter inveja, não discussão de natureza religiosa, porque somos, mesmo na desgraça crentes, absoluta e inequivocamente, que iremos melhorar sem precisar soltar bombas, azar o de vocês, que só vivem se for para desgraçar a vida de inocentes para justificar atrocidades e debater em foro inadequado a política.
Pois pelo viés da política verdadeira encontrei a legitimidade não encontrada pelo NY Times para o julgamento de hoje, e passo a demonstrar os equívocos da redação, inclusive para defender que deste círculo, há aspectos que os meios de comunicação social ao abordar não podem, sob pena de serem não verdadeiros, que serem isentos, o que não foi o caso, e passo a demonstrar.
Considerando o sistema eleitoral brasileiro de candidaturas por partidos e chapas, para ocupar os cargos da administração pública, deve levar em conta em primeiro lugar o fator decomposição de chapa para se chegar a realidade de cada partido, além do fator do efeito cascata para se chegar ao resultado final, que melhor cuidam de valorar o quanto legítimo é o governo e o legislativo.
Neste mister, o Governo Central, eleito em Chapara por agrupamento de diversos partidos, que na base lutaram com seus integrantes e simpatizantes para convencer os eleitores a votar em seus candidatos.
Os candidatos gozam da grandeza de terem o contingente próprios de eleitores em seu favor, tanto quanto tem os respectivos partidos. De modo que seu ativo eleitoral se pré-existente pode aquilatar a formação de gráfico para composição do quadro de paralelos de representação; no caso concreto, pelo tempo e, por ausência de parâmetro anterior de espectro de mesma magnitude o exemplo não tem o efeito capacitante de transformar o quadro em exemplo palatável.
Ou seja, Dilma Petista e Temer Pemedebista têm votos, ambos sem os partidos têm votos, mas o quanto tem de votos anteriormente com margem de erros inexpressiva é que não se tem de segurança estatística por exemplo anterior fidedigno que possa compor matematicamente a equação que pretendo demonstrar.
Os partidos de seu turno, e, o efeito cascata decorrentes dos momentos anteriores às eleições podem ser mensurados, de modo a dar equilíbrio a equação e demonstrar a legitimidade da representatividade do julgamento de abertura do processo de impeachment de hoje.
Como se tratar de divisão da chapa, e, o quanto de percentual cada grupo (partido e efeito cascata da chapa no momento final da eleição decorrente da chapa sem o partido) contribuiu para o resultado da eleição, de modo que o resultado se fizesse sentir.
Ou seja, diante da ruptura da chapa, não pode dizer que o que se mantém na chapa original venceriam eleição pelo contingente de votos que tradicionalmente ocupam no cenário eleitoral.
Por esta decomposição o governo Petista fracionado, não goza mais de forma isolada, mesmo com os aliados, de legitimidade de maioria de população para se manter no governo.
Basta para tanto, somar os votos dos partidos ainda governistas em relação aos opositores, para se ter em conta que o quadro original foi corrompido e a representatividade original não se encontra mais em situação de maioria.
Ao lado deste fato, decorre a análise da representatividade dos julgadores da abertura do processo de impeachment para o dia de hoje; eleitos por região, com contingente próprios de eleitores em nome pessoal dos julgadores, o quadro de vencedores e hoje pertencentes ao colégio de julgadores tem novo perfil de 100% para fins de amostragens e análise da equação.
Desprezando as chapas, que contribuem para os eleitos, porque não julgam, se leva em consideração que os eleitos, em número de 513, são julgadores que representam um determinado contingente eleitoral.
Eleitos para defender bandeiras regionais e discussão de natureza legislativa e de controle de caráter nacional, no dia de hoje assumem a função excepcional de serem julgadores de caráter político.
Neste cenário, quando julgam, julgam em nome de seus eleitos, e, o quadro de eleição representa o quadro de julgamento, ou seja, se levarmos em conta o quanto de eleitores representa os vencedores os vencidos, teremos o percentual real do julgamento que espelha a representatividade real do julgamento de hoje.
O julgamento político, ao revés do que afirmou o NY Times, leva em conta o voto de julgamento, que, mesmo nos EUA, quando se vota, nesta situação, vota-se não propriamente por si, mas sobretudo em nome dos representados, que o seu voto pessoal foi unitário presumivelmente quando da eleição, portanto, em número e percentual muito menor do que o quadro que o elegeu;
Deste modo, o julgamento de hoje, mesmo se fosse nos EUA não seria questionado quanto a legitimidade do eleitor, porque não satisfaz a condição anterior de outras funções do representante do povo postas em cheque pelo noticioso americano.
Trata-se de processo diverso, que a contaminação possivelmente existente foi noticiada, porém não provada, foi de compra de votos para barrar o processo.
O contrário cenário, de opositores, não teve uma notícia sequer de compra dos votos.
A pergunta é se julgadores que são corruptos segundo o noticioso, nada tem a ganhar, senão voltar a ter oportunidade de se eleger, hoje é o dia em que eleitores julgadores estão ao mesmo tempo, e, mais do que nunca sendo julgados e sabem disto por seus representados, então o que farão hoje repercutirá no futuro político, e, quando isto está em conta, não há  corruptora que seja vencedora, porque haverá cobrança, e, desta a história e todos os eleitores julgadores de hoje, não perdoa traidores.
Por fim, apurados os votos de hoje e, somados os votos de que votou pelo quanto de votos recebeu nas eleições que o levaram a ocupar o quadro, devido ao fato de o julgamento representar realidade nacional que transborda questões regionais, tanto quanto o voto para eleger presidente, teremos o quadro realístico da representatividade de julgamento ao revés do quadro pintado pelo NY Times. Após as eleições aí sim, fazendo esta conta o Brasil e o mundo saberão o quanto legítimo é o julgamento, daí que termino o texto às 07 horas e 11 minutos para ser justo com meu raciocínio quanto isento, pois o resultado real virá depois, quando os pesos dos votos das urnas anteriores foram balanceados nos votos dos eleitores julgadores de hoje.
Brasil, 17 de abril de 2016

Hélio Barreto dos Santos Filho

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